Lewis Hamilton descreveu seu primeiro pódio com a Ferrari no Grande Prêmio da China de 2026 como um dos mais difíceis de sua carreira, ao mesmo tempo em que afirmou estar 'de volta ao seu melhor' mental e fisicamente. O heptacampeão mundial terminou em terceiro em Xangai, atrás dos dominantes pilotos da Mercedes, superando seu companheiro de equipe Charles Leclerc após 26 largadas com a Scuderia — a espera mais longa por um primeiro pódio na história da equipe. Ocupando o quarto lugar na classificação de pilotos, ele creditou o marco emocional ao intenso treinamento de inverno, ao apoio da equipe e à família.
Hamilton garantiu o terceiro lugar no Circuito Internacional de Xangai, onde havia vencido a corrida sprint no ano anterior, prevalecendo em uma disputa na pista com Leclerc após superá-lo em ambas as sessões. O resultado seguiu uma desafiadora temporada de estreia em 2025 com a Ferrari, marcada por novos regulamentos, chegada tardia a Maranello (primeiro dia em 20 de janeiro), participação limitada no desenvolvimento do carro e nenhum pódio em grandes prêmios, apesar do sucesso na sprint.
"Eu definitivamente sinto que estou de volta ao meu melhor, tanto mental quanto fisicamente, sim", disse o britânico de 41 anos a repórteres. "Eu comecei esta jornada e este sonho de me mudar para a Ferrari e estar no degrau mais alto com eles, e este pódio levou mais tempo do que eu esperava."
Ele atribuiu seu ressurgimento ao treinamento de inverno mais pesado de sua carreira, a uma melhor integração como piloto de segunda temporada mais envolvido desde o início do projeto SF-26, e a um novo engenheiro de corrida provisório, Carlo Santi, que trabalhou anteriormente com Kimi Raikkonen — aumentando o moral da equipe.
"O treinamento neste inverno foi o mais pesado e o mais intenso que já tive, e isso provavelmente anda de mãos dadas com o fato de estar mais velho", disse Hamilton. "Eu realmente acho que há mais por vir. Acho que ainda posso extrair mais desempenho deste carro."
O chefe da Ferrari, Fred Vasseur, observou o crescente envolvimento de Hamilton: "Honestamente, acho que é sempre muito mais fácil na segunda [temporada], porque você faz parte do projeto desde o início. Passo a passo, temos que fazer ganhos marginais, porque é assim que vamos diminuir a diferença."
Emocionalmente, Hamilton chamou de 'um dos mais difíceis [pódios] que já conquistei', dizendo que 'nunca tive que trabalhar tanto para conseguir um pódio'. Trazer sua mãe para a China tornou o momento 'incrivelmente especial', evocando a nostalgia de correr no vermelho da Ferrari ao lado de figuras familiares como seu engenheiro de longa data Bono, Kimi (comemorando sua primeira vitória) e seu companheiro de equipe George Russell. Apesar das decepções frustrantes da temporada passada ao retornar à garagem sem resultados, ele elogiou a positividade inabalável da equipe.