Pesquisadores da KAIST reprogramam células imunes de tumores para atingir cancro

Cientistas da KAIST na Coreia do Sul desenvolveram uma terapia inovadora que transforma as próprias células imunes de um tumor em combatentes potentes contra o cancro diretamente no interior do corpo. Ao injetar nanopartículas lipídicas nos tumores, o tratamento reprograma macrófagos para produzir proteínas que reconhecem o cancro, superando barreiras no tratamento de tumores sólidos. Estudos iniciais em animais mostram reduções promissoras no crescimento tumoral.

Os tumores frequentemente abrigam células imunes chamadas macrófagos, equipadas para atacar o cancro, mas tipicamente suprimidas pelo ambiente tumoral. Uma equipa da KAIST, liderada pelo Professor Ji-Ho Park do Departamento de Engenharia Bio e Cerebral, concebeu uma estratégia para reativar estas células no local. Anunciado a 30 de dezembro, o avanço envolve injetar um medicamento especialmente concebido que os macrófagos absorvem facilmente. O medicamento consiste em nanopartículas lipídicas que entregam ARNm codificando proteínas de receptor de antigénio quimérico (CAR)—dispositivos que permitem às células reconhecer e atingir o cancro—juntamente com um composto potenciador imunitário. Uma vez absorvido, os macrófagos produzem estas proteínas CAR por si mesmos, evoluindo para o que os investigadores chamam «macrófagos CAR». Estas células melhoradas não só engolem diretamente as células cancerígenas, como também mobilizam respostas imunitárias próximas, amplificando o efeito anticancro geral. Os tumores sólidos, como os de cancros gástricos, pulmonares e hepáticos, apresentam desafios únicos devido à sua estrutura densa, que dificulta a infiltração e função das células imunes. As terapias existentes com macrófagos CAR requerem extrair células dos pacientes, modificá-las em laboratórios e reinfundi-las—um processo dispendioso e logisticamente complexo. A abordagem da KAIST contorna estes passos ao aproveitar os macrófagos já presentes no microambiente tumoral. Em experiências com modelos animais de melanoma, uma forma grave de cancro de pele, a terapia reduziu significativamente o crescimento tumoral. Notavelmente, a ativação imunitária estendeu-se para além do local tratado, sugerindo benefícios sistémicos potenciais. O Professor Ji-Ho Park enfatizou a inovação: «Este estudo apresenta um novo conceito de terapia de células imunes que gera células imunes anticancro diretamente no interior do corpo do paciente». Acrescentou que aborda limitações chave dos métodos anteriores, incluindo eficiência de entrega e o ambiente tumoral supressor. A investigação, com Jun-Hee Han como primeiro autor, apareceu na revista ACS Nano em 2025. Apoiada pela Fundação Nacional de Investigação da Coreia, sublinha avanços na imunoterapia in situ.

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