Em meio a uma queda acentuada nas vendas europeias para 235.000 veículos em 2025 e tensões laborais contínuas —incluindo esforços anti-sindicais recentes como um comício de dezembro—, a Tesla questiona o futuro da sua Gigafactory Berlin. A capacidade anual de mais de 375.000 Model Y da fábrica agora onera a empresa, com a gestão a avisar que ganhos do sindicato IG Metall nas próximas eleições do conselho de trabalhadores podem acabar com os investimentos.
A Gigafactory Berlin da Tesla em Grünheide, Alemanha, abriu recentemente para servir a Europa de forma eficiente, mas agora enfrenta problemas de viabilidade devido ao colapso da procura. As vendas europeias de 235.000 Teslas em 2025 —incluindo importações— caíram abaixo dos níveis de importação pré-fábrica de 2022, apesar da capacidade da fábrica para mais de 375.000 Model Y por ano. Realocações globais ofereceram alívio limitado, como envios menores para o Canadá (7.703 Model Y e 1.451 Model 3) em meio a tarifas. Após iniciativas anti-sindicais desajeitadas como o 'Giga-Event' de dezembro de 2025, o diretor da fábrica André Thierig intensificou a retórica. Citando o Handelsblatt, avisou que a influência da IG Metall nas eleições do conselho de trabalhadores pode parar os investimentos, comparando desfavoravelmente a produtividade de Grünheide com os locais nos EUA e na China. Analistas suspeitam que isto culpa os trabalhadores pela falta de procura. Enquanto isso, o rival BYD avança nos planos de fábrica europeia, sublinhando as mudanças no mercado de VE.