Mattia Binotto, chefe do projeto de Fórmula 1 da Audi, apontou a unidade de potência como a área principal que tem custado desempenho à equipe nesta temporada. Ele enfatizou que melhorias na eficiência energética, na implementação e na dirigibilidade podem gerar ganhos significativos. Os comentários surgem durante uma pausa de cinco semanas no calendário da F1.
A Audi entrou na Fórmula 1 como equipe de fábrica em 2026 após adquirir a Sauber no final de 2025. Binotto disse ao F1.com que a unidade de potência responde pela maior parte da diferença de desempenho em relação aos rivais. 'A maior parte da nossa defasagem de desempenho está na unidade de potência, o que não é uma surpresa', afirmou. A equipe antecipou esse desafio ao desenvolver uma nova unidade do zero e estabeleceu metas de longo prazo, incluindo um objetivo para 2030. Planos estão em vigor para resolver isso como parte de sua jornada, acrescentou. Além da potência bruta, Binotto destacou problemas com eficiência energética, implementação e dirigibilidade. Ele observou trocas de marcha bruscas que tornam o carro instável durante a frenagem e a aceleração, possivelmente devido a arranjos incorretos de relação. 'Se você somar as duas coisas, entre desempenho e dirigibilidade, pode chegar a um segundo por volta só por causa disso', declarou Binotto. Ele elogiou o trabalho com o chassi, dizendo que a equipe fez um bom trabalho nesse aspecto. A Fórmula 1 está em uma pausa de cinco semanas entre os Grandes Prêmios do Japão e de Miami, após o cancelamento das corridas no Bahrein e na Arábia Saudita. Binotto descreveu este período como 'muito importante' para se concentrar nos desenvolvimentos. 'A preparação para as corridas tem consumido muito tempo... este mês de abril de folga será muito importante para nos reagruparmos e nos concentrarmos nos próximos desenvolvimentos', explicou.