A Morgan Stanley rebaixou a Tesla para peso igual a partir de sobrepeso, citando que a avaliação da ação já incorpora altas expectativas para IA e robótica em meio à adoção mais lenta de VE. A empresa cortou previsões de entregas, projetando declínio de 10,5% nos volumes de 2026. As ações caíram cerca de 3% após o anúncio em 8 de dezembro de 2025.
O rebaixamento da Morgan Stanley para a Tesla (NASDAQ:TSLA) marca seu primeiro movimento desse tipo em mais de dois anos, alterando a classificação para peso igual com um preço-alvo de US$ 425. O analista Andrew Percoco destacou que a avaliação atual da ação, em torno de US$ 440, precifica totalmente as ambiciosas perspectivas para inteligência artificial, robótica e tecnologia Full Self-Driving, apesar dos desafios no setor de veículos elétricos. O banco prevê uma queda de 10,5% nos volumes de entregas da Tesla para 2026 e uma redução de 18,5% nas entregas acumuladas até 2040, impulsionada pela erosão da participação de mercado.
A dominância da Tesla no mercado de VE dos EUA foi de 41% no terceiro trimestre de 2025, mas a concorrência se intensificou, particularmente na China, onde rivais locais como BYD e Xiaomi conquistaram mais terreno. Globalmente, as vendas de VE subiram 35% ano a ano no T3 2025, com montadoras tradicionais como General Motors e Volkswagen relatando crescimento superior a 100% em suas vendas de VE. No entanto, a Morgan Stanley alerta para um iminente 'inverno dos VE', prevendo vendas de veículos leves nos EUA em 15,9 milhões de unidades em 2026, com volumes de VE caindo 20% e penetração de mercado caindo para 6,5%.
Os resultados do terceiro trimestre de 2025 da Tesla mostraram receita de US$ 28,1 bilhões, alta de 12% ano a ano, com receita automotiva de US$ 21,2 bilhões (alta de 6%) e armazenamento de energia de US$ 3,4 bilhões (alta de 44%). No entanto, as margens brutas caíram para 18% de 19,8%, e o EPS ajustado caiu 31% para US$ 0,50. O CEO Elon Musk enfatizou uma virada para IA e robótica, incluindo o robô humanoide Optimus, afirmando que o valor futuro da empresa virá dessas iniciativas em vez de VEs.
Os analistas permanecem divididos, com classificação consensual de 'Manter' e preço-alvo médio de US$ 385,15. A Piper Sandler mantém classificação de sobrepeso com alvo de US$ 500, citando melhorias no FSD, enquanto o rebaixamento destaca riscos de demanda mais fraca por VE e crescimento futuro já precificado.