Chef Daniel Boulud reflete sobre estrelas Michelin e longevidade de restaurantes

O renomado chef francês Daniel Boulud, cujos restaurantes se estendem de Montreal a Dubai, compartilhou percepções sobre as pressões das classificações Michelin, os custos crescentes no setor de restaurantes e a importância da fidelidade dos clientes, em uma entrevista no Café Boulud em Toronto. Com seu restaurante principal em Nova York marcando seu 33º aniversário este ano, Boulud enfatizou o equilíbrio entre excelência e acessibilidade na alta gastronomia. Ele discutiu como lidar com críticas gastronômicas e treinar a próxima geração de chefs em meio a mudanças na indústria.

No Café Boulud, no hotel Four Seasons em Toronto, Daniel Boulud apresentou recentemente à sua equipe um menu especial de trufas negras com pratos como tartare de atum rabilho com coulis de trufa, risoto de trufa negra coroado com lagosta canadense, bacalhau com crosta de trufa e uma preparação de frango inspirada em 100 anos de tradição culinária lionense, servida com molho albufera em panelas de cobre. Boulud, cujo grupo Dinex opera 22 restaurantes em locais como Montreal e Dubai, construiu uma carreira de décadas na alta gastronomia. Seu carro-chefe em Nova York, Daniel, está celebrando seu 33º aniversário este ano. Na entrevista, ele abordou os desafios de uma indústria que enfrenta custos elevados e escrutínio intenso da mídia. Sobre quando os comensais devem se dar ao luxo de gastar mais, Boulud observou: «Todos sentem o aperto. Em casa e nos restaurantes. Os custos subiram. Nossa responsabilidade é não desperdiçar nada e evitar repassar todos os novos custos aos clientes.» Ele destacou os menus degustação como uma boa opção de valor por meio de ingredientes sazonais e sugeriu lugares no balcão para um prato único harmonizado com vinho como uma alternativa prazerosa e mais acessível. Quanto à expansão da Michelin no Canadá, onde alguns restaurantes estrelados fecharam, Boulud aconselhou: «Cozinhe para o cliente em primeiro lugar. Michelin é empolgante. Uma menção, uma estrela, é uma honra. Mas, uma vez que se tem uma estrela, pode-se começar a se preocupar mais com a estrela do que com os hóspedes.» Ele enfatizou a fidelidade por meio de serviço, hospitalidade, honestidade, bom custo-benefício e equipes consistentes. Refletindo sobre sua própria experiência, Boulud recordou que seu restaurante em Nova York perdeu uma estrela da Michelin, mas permaneceu resiliente graças a uma direção forte. Ele listou chefs de topo consistentes em Nova York, incluindo Jean-Georges Vongerichten, Thomas Keller, Eric Ripert, Daniel Humm e ele mesmo, observando que os clientes escolhem com base em experiências confiáveis, e não apenas nas estrelas. Boulud minimizou a dependência excessiva de resenhas, dizendo que os clientes agora consultam avaliações no Yelp, indicações boca a boca, redes sociais e mídia tradicional. Pessoalmente, ele prefere saídas casuais para lugares mexicanos, de sushi ou coreanos após o trabalho, tendo recentemente experimentado novos restaurantes indianos em Nova York e o Quique Crudo, um pequeno bar no West Village com 12 lugares. Sobre críticos gastronômicos modernos e influenciadores, ele observou uma mudança dos escritores tradicionais para vozes jovens apaixonadas, embora alguns «comam para provocar». Para o futuro, Boulud encontra esperança em formar três gerações de chefs que começam em suas cozinhas e depois abrem as próprias, considerando isso o aspecto mais recompensador de suas quatro décadas na América.

Artigos relacionados

Ceremonial photo of Michelin Guide 2026 awarding record 10 new stars to Seoul and Busan restaurants at SIGNIEL Busan event.
Imagem gerada por IA

Guia Michelin Seul e Busan 2026 estabelece recorde de novas estrelas

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O Guia MICHELIN revelou a sua seleção do 10.º aniversário para Seul e Busan, atribuindo um recorde de 10 novas e promovidas estrelas que elevam o total para 46 restaurantes estrelados nas duas cidades. O anúncio teve lugar no SIGNIEL Busan, destacando a cena culinária em evolução da Coreia do Sul. No total, foram selecionados 233 restaurantes, incluindo 71 Bib Gourmand e 116 estabelecimentos MICHELIN Selected.

Daniel Sahagoff, proprietário dos restaurantes Cantaloup e Loup em São Paulo, compartilha os segredos para manter uma marca relevante por quase três décadas e os obstáculos de expandir para Portugal. Em entrevista à Veja, ele destaca o bom momento para chefs brasileiros em guias e festivais internacionais, mas alerta para as dificuldades nos negócios, como licenças e investimentos em moeda estrangeira. A expansão inclui uma nova unidade em um hospital de São Paulo e outra em Portugal, atraída pelo turismo crescente.

Reportado por IA

A renomada chef de San Francisco Dominique Crenn, que completa 61 anos em abril, compartilha insights sobre sua carreira, sobrevivência ao câncer e prioridades em mudança em nova entrevista. A inovadora culinária nascida na França discute suas três estrelas Michelin, trabalho em Hollywood e compromisso com a sustentabilidade. Ela enfatiza autenticidade acima de prêmios e a importância da gentileza na indústria alimentícia.

Logo após receber o prêmio de Restaurateur do Ano da Carolina do Norte na cerimônia Stars of the Industry 2026, William Dissen, chef executivo e proprietário do The Market Place, em Asheville, compartilha percepções sobre frutos do mar sustentáveis, recomendações de restaurantes locais e a cena gastronômica em evolução da cidade.

Reportado por IA

Eleven Madison Park, um restaurante pioneiro de alta gastronomia vegana, anunciou em agosto de 2025 que adicionaria carne e laticínios limitados ao seu menu a partir de outubro de 2025. A decisão, visando ampliar sua base de clientes, deixou aspirantes a chefs veganos como Letícia Dias e Autumn Henson procurando alternativas em um mercado encolhido. Essa mudança destaca os desafios para a haute cuisine à base de plantas em meio a fechamentos crescentes de restaurantes.

Some French people with diverse profiles are willing to spend fortunes on prestigious champagne cuvées like Dom Pérignon or Cristal Roederer during the holidays. Lionel, a 60-year-old former real estate CEO, opened a 750-euro bottle for his Christmas dinner to celebrate French savoir-vivre. These rare consumers challenge the French market, which is not very receptive to ultra high-end champagnes.

Reportado por IA

Lauren McKenna, chef executiva no The Log Cabin em Sydney, compartilhou suas experiências e preferências em uma entrevista com The Write Drop. Ela destacou seu compromisso com produtos locais e redução de desperdício, ao mesmo tempo em que apoia iniciativas comunitárias. McKenna também refletiu sobre comidas e bebidas favoritas, e planos de viagem futuros com seu filho.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar